“Para o bem do campeonato”: Siqueira avalia adiamento da série B

O adiamento do início da Série B do Campeonato Carioca foi definido na última semana, após reunião entre clubes e Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Diversos fatores foram levados em consideração, como a falta de condições ideais em diversos estádios. Caso a primeira rodada fosse realizada no último sábado, 13, provavelmente apenas três jogos teriam presença de público. Outros seriam disputados em campos neutros que tivessem condições legais de receber um jogo de futebol profissional.

 

Na opinião do gerente de futebol do Friburguense, José Siqueira, o adiamento foi importante sob o ponto de vista de não desvalorizar a competição, que começaria de maneiro menos organizada que o ideal. “Em um primeiro momento, a gente não esperava, mas na reunião entendemos que valia a pena preservar o produto (campeonato). Iria começar de uma forma desorganizada, podendo ter vários W.O. na primeira rodada. Dos dez jogos, apenas três teriam portão aberto. O restante seria com portões fechados ou em outras praças. Começar assim é muito complicado.”

 

O dirigente tricolor destaca ainda as dificuldades encontradas pelos clubes para regularizar os estádios. O comparativo com as arenas e as exigências cada vez maiores são desafios cada vez mais constantes. “Parece até uma desorganização por parte dos clubes, que tiveram tempo para conseguir seus laudos, mas hoje sofre-se muito com esse aspecto. Aqui no Friburguense eu não sei como vai ser no próximo ano. Hoje o Eduardo Guinle comporta e consegue a liberação de até cinco mil pessoas, mas existe sempre a comparação com uma arena. Então, a quantidade de exigência que existe para uma arena é feita também aqui. Se a gente possui um estádio, que é um dos melhores da série B, eu imagino o que os outros clubes tem passado para conseguir a autorização. É claro que a segurança e o conforto do torcedor têm que estar em primeiro lugar, mas há coisas que passam da normalidade.”

 

Sobre o jogo de estreia do Friburguense, Siqueira explica a situação do estádio Ari de Oliveira, e cita ainda o momento delicado vivido pelo Estado do Rio de Janeiro. “O momento que a gente vive hoje no Estado, que está falido, também é complicado e interfere. No caso específico do nosso jogo, o Goytacaz vem marcando há três semanas as vistorias com a Polícia Militar. Justamente por conta da dificuldade financeira que o Estado passa, a polícia não conseguir até lá, por não ter gasolina. Eles desmarcam, o tempo passa e parece que é um atraso por culpa do clube. Mas existe uma estrutura para obtenção dos laudos. Nós, clubes, e a Federação entendemos que é o momento de dar uma oportunidade. A própria Federação se comprometeu em intervir junto à PM para aprovar, para não termos um desnível técnico, W.O. e outras situações. Essa é a ideia.”

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