Testes e preparação: Frizão fará amistosos e terá período na Aldeia

Com o adiamento do início da Série B, o Friburguense ganhou mais alguns dias de preparação e irá aproveitar as duas semanas da melhor maneira possível. De acordo com o planejamento feito pela comissão técnica e dirigentes, a equipe deve realizar dois amistosos, e passar alguns dias no CT da Aldeia da Criança, em Salinas. O local oferece toda a estrutura de treinamentos, descanso e a possibilidade de alimentação e descanso de maneira uniforme.

“Vamos fazer, pelo menos, dois amistosos nesse período. A ideia é fazer um no meio e outro no final da semana.

Estamos vendo com o Serra Macaense, Audax, que convidou a gente, e Olaria. São times que nós vamos enfrentar apenas na segunda fase, então existe uma distância maior. Também vamos aproveitar e fazer uma mini pré-temporada na Aldeia, que também é legal. É uma última semana, hora para unir um pouco mais o grupo, e não tivemos a oportunidade de fazer isso ainda neste ano. Fizemos apenas alguns treinamentos. A ideia é passar uns quatro a cinco dias naquele ambiente, para descansar, treinar e se alimentar de maneira uniforme. É um gás que podemos conseguir para o primeiro jogo”, pontua o gerente de futebol José Siqueira.

À respeito do elenco, o dirigente garante estar satisfeito. Siqueira lembra das dificuldades financeiras, inclusive comparando as realidades do Friburguense e de outros clubes que também participam da competição. O gerente também explica as mudanças no elenco e exalta a capacidade constante de renovação do clube, especialmente através das divisões de base.

“Estou bastante satisfeito. Eu sei que existe uma cobrança muito grande sobre contratações, mas não sei o que o pessoal considera mudança. Se analisarmos, o nosso time foi todo mudado da primeira divisão para a Copa Rio e muita gente questionava. Fizemos uma grande competição, e novamente, mudamos muita gente da Copa Rio para a segunda divisão. Isso acontece porque quando se faz uma campanha o time chama a atenção. E a realidade do Friburguense, por mais que a gente ache o clube tem um potencial de frente, hoje a gente não briga com Bangu, Resende, Boavista e tantos outros em relação a lado financeiro. Eles possuem folhas salariais de praticamente 300 mil, enquanto a nossa gira em torno de 50 mil. É uma realidade que a gente não pode esconder. Mesmo a gente perdendo muitos jogadores entre as competições, conseguimos manter um plantel competitivo. E isso acontece através da base, onde muitas vezes as pessoas não entendem como é feito o processo e reforços pontuais.”

Com os reforços contratados – Roberto Junior, Marcelo Costa, Yan, Gabriel, Vinicius Mathues, Everton, Lucas Sales e Ricardo – o dirigente garante um elenco mais forte e equilibrado para a disputa da Série B. No entanto, prevê dificuldades e uma competição bastante disputada.

“Nós trouxemos o Roberto Junior e o Marcelo Costa, onde perdemos o Cadão, por conta de contusão, o Diego Guerra e o Pierre (que foram para outros clubes). Também acertamos com três jogadores do Nova Iguaçu (o lateral Yan, o volante Vinicius Matheus e o atacante Lucas Sales) e o Ricardo, que é do mesmo padrão do Lohan. Não podemos ir para uma competição longa com apenas um jogador específico para essa posição de área. Também trouxemos o Gabriel e o Everton, ou seja, quase dez nomes. E mais uma quantidade grande de garotos da nossa base. É um elenco bastante modificado, mas em condições. Acho que teremos peças de reposição, e estou satisfeito. Fizemos amistosos dentro da realidade de uma segunda divisão, e o torcedor não pode pensar que o Friburguense vai chegar e atropelar todo mundo, por ter vindo da primeira divisão, ou que o America também vai só porque está contratando. Futebol não se resolve assim, mas no dia a dia, no trabalho e na continuidade dentro da competição. É legal as pessoas falarem de forma crítica, querer ajudar ou dizer que está faltando algo, mas é preciso aguardar os resultados.”

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